Minha residência médica, minha vida!

O entrevistado do quadro “Minha residência médica, minha vida!” é o médico Hiro Naves Ynoue, 29 anos, formado no ano de 2020 no curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. Atualmente, é residente de Acupuntura na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), e nesta entrevista Hiro nos contou um pouco sobre seus caminhos e dia a dia como médico residente.

Anamnese: Como foi sua trajetória até escolher sua residência médica?

Hiro: Desde o início da faculdade me interessava pela parte de controle de sintomas e melhora da qualidade de vida do paciente, e uma das queixas mais prevalentes era a dor. Pensei pelo caminho mais óbvio que era fazer anestesiologia. Fundei, junto com colegas das turmas 53 e 54, a Liga de Anestesiologia e Dor da UFMT, que foi fundamental para sentir como seria essa especialidade. Não consegui me imaginar dentro da rotina de centro cirúrgico o tempo todo, além de que o contato com o paciente acontece, na maioria das vezes, de forma pontual no pré e pós-operatório e eu gosto muito dessa proximidade, além de acompanhar a evolução clínica. Junto à Liga também acompanhei o Ambulatório de Dor Crônica do HUJM com a Profa. Dra. Ana Maria Martins, todas quintas-feiras à tarde (recomendo) e lá me sentia em casa. Adorava ver os resultados do alívio da dor, com as várias possibilidades de tratamento, incluindo a Acupuntura. Foi no 6º ano que decidi realmente pela especialidade, levando ainda mais em consideração a possibilidade de realizar R3 / especialização em dor depois.

Anamnese: Qual a dinâmica dos rodízios e a rotina da sua residência médica?

Hiro: Aqui na FAMERP nós passamos 6 meses nos rodízios da Clínica Médica (Enfermaria, Reumatologia, Neurologia, Cuidados Paliativos, Pronto Atendimento, Unidade Básica de Saúde, além de ter os plantões noturnos e finais de semana no Pronto Atendimento divididos com todas as áreas clínicas (no meu R1 foram 48 plantões de 12 h para cada residente no ano). Para mim, “filho do HUJM”, foi uma experiência incrível ver na prática urgência e emergência, que é uma área que temos pouco contato no internato e me trouxe confiança e aprendizado para dar plantões fora. Depois desses 6 meses, inicia o rodízio de Acupuntura, no qual temos ambulatório diariamente, aulas teóricas e práticas, respostas de pareceres e acompanhamento conjunto de pacientes internados.

Anamnese: Como você escolheu o local onde queria fazer sua residência médica?

Hiro: A FAMERP foi a primeira faculdade a abrir residência médica de Acupuntura no Brasil, além da estrutura hospitalar ser gigantesca, com 8 andares de enfermarias, fora o complexo de ambulatórios. São José do Rio Preto é uma cidade com excelente qualidade de vida, segura, custo de vida ótimo e ainda fica mais próximo da minha cidade natal – Uberaba. Outra possibilidade seria São Paulo (USP/UNIFESP), mas naquele momento não queria a agitação e custos que SP capital iria trazer. 

Anamnese: Você acha que ainda existem preconceitos em relação à sua área de residência médica?

Hiro: Com certeza. Apesar de ser uma especialidade médica regulamentada, ainda existem brigas na justiça sobre direito de quem pode exercer a Acupuntura. Quase sempre há ganhos favoráveis para que apenas profissionais prescritores possam realizar essa especialidade, uma vez que a prática demanda a realização de anamnese, exame físico, diagnóstico e prescrição de tratamento. Mesmo com toda a discussão e questionamentos sobre a especialidade, é gratificante ver a melhora do paciente com as sessões, ainda mais que boa parte dos pacientes apresenta como queixa principal a dor.

Anamnese: Qual o maior desafio enfrentado na sua graduação/preparação para residência médica? Qual conselho você daria para alunos que podem estar passando pelos mesmos dilemas?

Hiro: Acho que foi a indecisão sobre a especialidade e onde cursar, além do medo de falhar ou de não ser aquilo que realmente queria. Assim como na escolha do vestibular, é um momento de muita pressão externa e interna, onde o resultado vai impactar muito no rumo que a vida vai tomar a seguir. Meu conselho é que vocês tentem levar esse momento da forma mais leve possível, com uma rotina saudável, sem cobranças demais. Viver todas as fases de forma consciente e plena é fundamental para uma escolha tranquila, então aproveitar cada estágio é uma oportunidade de conhecer algo novo para se conhecerem melhor. Ah, e não ser aprovado de primeira, desistir da residência porque não se adaptou ao serviço ou à cidade é mais comum do que pensamos. E está tudo bem, é só se recompor e recomeçar a busca por essa complementação que traz a possibilidade de sermos profissionais melhores. 

Anamnese: O que você nos conta sobre sua experiência no PET Medicina?

Hiro: O PET fez parte da minha formação na faculdade e foi fundamental no meu crescimento como aluno e futuro profissional porque consegui aperfeiçoar vários aspectos, como trabalho em equipe, liderança, contato com o público nas ações,  escrita de artigos e projetos de pesquisa. Além da vivência e crescimento profissional, o PET também foi um lugar de apoio, onde me sentia em casa e fiz muitas amizades. 

O Jornal Anamnese sempre foi o projeto “queridinho do grupo”, com informações atualizadas e de qualidade. A entrevista com os residentes é muito interessante porque dá a oportunidade de todos conhecerem um pouco mais de como é aquela especialidade, que talvez não temos muito contato no nosso hospital, e como é efetivamente o serviço. Conhecer um pouco mais a fundo o local é fundamental na escolha para as provas de residência. 

Espero que tenha ajudado um pouco com as informações e que vocês continuem com o ótimo trabalho com esse grupo tão especial.

Anamnese: Você acha que ainda existem preconceitos em relação à sua área de residência médica?

Hiro: Com certeza. Apesar de ser uma especialidade médica regulamentada, ainda existem brigas na justiça sobre direito de quem pode exercer a Acupuntura. Quase sempre há ganhos favoráveis para que apenas profissionais prescritores possam realizar essa especialidade, uma vez que a prática demanda a realização de anamnese, exame físico, diagnóstico e prescrição de tratamento. Mesmo com toda a discussão e questionamentos sobre a especialidade, é gratificante ver a melhora do paciente com as sessões, ainda mais que boa parte dos pacientes apresenta como queixa principal a dor.

Anamnese: Qual o maior desafio enfrentado na sua graduação/preparação para residência médica? Qual conselho você daria para alunos que podem estar passando pelos mesmos dilemas?

Hiro: Acho que foi a indecisão sobre a especialidade e onde cursar, além do medo de falhar ou de não ser aquilo que realmente queria. Assim como na escolha do vestibular, é um momento de muita pressão externa e interna, onde o resultado vai impactar muito no rumo que a vida vai tomar a seguir. Meu conselho é que vocês tentem levar esse momento da forma mais leve possível, com uma rotina saudável, sem cobranças demais. Viver todas as fases de forma consciente e plena é fundamental para uma escolha tranquila, então aproveitar cada estágio é uma oportunidade de conhecer algo novo para se conhecerem melhor. Ah, e não ser aprovado de primeira, desistir da residência porque não se adaptou ao serviço ou à cidade é mais comum do que pensamos. E está tudo bem, é só se recompor e recomeçar a busca por essa complementação que traz a possibilidade de sermos profissionais melhores. 

Anamnese: O que você nos conta sobre sua experiência no PET Medicina?

Hiro: O PET fez parte da minha formação na faculdade e foi fundamental no meu crescimento como aluno e futuro profissional porque consegui aperfeiçoar vários aspectos, como trabalho em equipe, liderança, contato com o público nas ações,  escrita de artigos e projetos de pesquisa. Além da vivência e crescimento profissional, o PET também foi um lugar de apoio, onde me sentia em casa e fiz muitas amizades. 

O Jornal Anamnese sempre foi o projeto “queridinho do grupo”, com informações atualizadas e de qualidade. A entrevista com os residentes é muito interessante porque dá a oportunidade de todos conhecerem um pouco mais de como é aquela especialidade, que talvez não temos muito contato no nosso hospital, e como é efetivamente o serviço. Conhecer um pouco mais a fundo o local é fundamental na escolha para as provas de residência. 

Espero que tenha ajudado um pouco com as informações e que vocês continuem com o ótimo trabalho com esse grupo tão especial.